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SENSUALIDADES &

RELIGIÃO

Uma Etnografia Afro-Brasileira

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Especialista, Mestre e Doutor em Ciências das Religiões. Licenciado e Mestre em História Social. Especialista em Educação em Direitos Humanos e Diversida-des. Bacharel em Teologia. Professor no Ensino Superior e Médio.

Adriano Trajano durante o seu trabalho de campo no Estado de Alagoas, e se perguntar se o mesmo também não se aplicaria à própria trajetória do autor. Ele persegue o tema afro-brasileiro há uma década, ou foi por ele perseguido, ao ponto de quase ser por ele devorado, tal qual Édipo diante da esfinge. A epígrafe, e a ilustração mítica, são, portanto, reveladoras da obstinação que esse jovem pesquisador dedicado sempre demonstrou no trato de tema tão complexo e desafiador como o que aqui se apresenta.

Quanto aos protagonistas do seu trabalho, os Exus nos cultos da Umbanda no contexto alagoano, a sua escalada em busca da melhor compreensão desse panteão religioso é vertiginosa e muito convincente. A sua escrita arrojada cumpre à risca a proposta sugerida por Clifford Geertz, de que, para além do aspecto literário do texto e de sua elegância conceitual, o leitor deverá estar convencido de que o autor esteve mesmo lá.

A análise da importância de Exu, no panteão religioso brasileiro e suas utilizações no Xangô alagoano, pareceu-me à época, excelente, inclusive a ideia de um “diabo que triunfa”. Como havia dito na defesa da dissertação, o trabalho de campo revelou, por parte do autor, uma grande perspicácia, fazendo-o sair da zona de conforto da sua fé e entrar com desenvoltura nesses templos simples e estigmatizados.

Enfim, este trabalho mexe com nossa imaginação. A gente espera encontrar no seu trabalho relatos de uma “sexualidade desenfreada”, “exacerbada”, “explicita”, “gritante”, por causa de nossos próprios vícios e inclinações etnocêntricas que, costumam jogar o “Outro’ para esse campo mais próximo da natureza e da emoção do que da civilização e da razão. Estamos obcecados pela alteridade constituída pelo “gênio libidinoso, lascivo, carnal, desregrado e imoral”, que Exu representa, mas o mal e tudo que ele porventura represente, não está contido nele mesmo e sim na nossa fantasia intrínseca que Adriano com esse trabalho honesto, faz questão de não alimentar ou até mesmo desconstruir. 

Boa leitura.

 

 

Ulisses Neves Rafael

(Antropólogo)

ISBN:  978-65-87192-35-2

Formato: 16x23

263 Páginas.