RIACHO DA

THESOURA E SUA

GENTE PELA

FOTOGRAFIA

 

PROF. DR. JAIRO JOSÉ CAMPOS DA COSTA

O isolamento social provocado pelo COVID-19 neste ano de 2020 impôs aos artistas e às Instituições que promovem arte em todo o mundo, novos paradigmas, métodos e estratégias de promoção à catarse e a purificação humana, através do objeto estético. Nesse período turbulento da História, várias composições artísticoculturais, fazendo uso do método remoto, à distância, em diferentes formas e linguagens surgiram, permitindo fluidez da arte entre as pessoas: uma forma das pessoas estarem perto, estando longe, apreciando o belo. Isso porque como diz o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, “Temos a arte para não morrer da verdade”. Com esse espírito, o presente livro é resultado de um longo trabalho de pesquisa desenvolvido pelo Museu de Cultura Popular, mantido pela Associação Fundação Cultural Professor Jairo José Campos da Costa, associação privada, sem fins lucrativos, ponto de cultura pela Secretaria Especial da Cultura, do Ministério do Turismo, reconhecida de utilidade pública do Estado do Rio Grande do Norte e do Município na forma da lei, com alguns prêmios e condecorações adquiridas em seus quase 4 anos de História. Entre os meses de março a setembro de 2020, junto às famílias de nosso município, coletamos um pouco mais de 1.000 fotografias que retrataram diferentes pessoas e situações em distintos momentos da nossa História e Memória Cultural. 100% do material foi publicado nas mídias sociais do Museu, com pequenos textos carregados de poesia, que situaram os contextos históricos representados, as pessoas fotografadas, além de informações sobre os acervos, os fotógrafos, nas técnicas (preto e branco, fotopintura, monóculos e em cores). Todo o acervo encontra-se catalogado e arquivado nos HD’s do Museu. Uma forma de reunir um bom acervo fotográfico do município e tornar indelével a nossa memória, a fim de ensinar aos mais novos, a contribuição dos mais velhos na constituição de nossa História. Em função da pandemia, as fotografias foram enviadas, quase em sua totalidade, através de recursos tecnológicos diversos (mídias sociais, e-mail, WhatsApp) que serviram de método de envio/recepção e de interação entre as partes após a digitalização do material pelos doadores ou mesmo por nós, quando o material nos chegou no formato físico. Nessa interação, fornecíamos algumas técnicas de luz e de uso do celular, para que o material nos chegasse com qualidade para exibição. De todo o material coletado, escolhemos 66 fotografias preto e branco e 04 fotopinturas para montarmos o livro. Esta foi a etapa mais dolorosa da montagem, isso porque precisávamos escolher num universo tão grande e de tanta qualidade estética, apenas 70 fotografias para se constituírem as páginas do compêndio. O critério da escolha, portanto, foi aquelas fotografias mais danificadas, com marcas de infiltração, ruídos de traça, amassaduras, amareladas e com fortes marcas do tempo. Sim! O tempo é célere, ele não “dorme em serviço”. Felizmente, a partir do recorte, tivemos uma boa distribuição das imagens entre as famílias franciscodantenses. Em cada página do livro será exibida a fotografia original, como foi recebida, e, do lado, a mesma fotografia restaurada. Orientamos o restaurador dar uma leve cor para intensificar o diálogo tradição X modernidade. A composição ficou muito bonita, as pessoas, muitas já falecidas, parecem estar vivas.

O Autor: Prof. Dr. Jairo José Campos da Costa

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