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POVO PIPIPÃ: POSSIBILIDADES E TENSÕES DE UMA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA ESPECÍFICA E DIFERENCIADA NO SERTÃO DE PERNAMBUCO

LUIZ CARLOS BARBOSA DE SÁ

Esta obra trata de um estudo sobre a Educação Escolar do povo Pipipã, localizado no município de Floresta, no Sertão de Pernambuco. A pesquisa iniciada em 2018 parte de subsídios teóricos propostos pelo pensamento decolonial, a partir das reflexões de Quijano (2010), Mignolo (2008), Grosfoguel (2010), Walsh (2006), Dussel (1993), Santos (2010), entre outros. Autores que falam das experiências da Educação Escolar Indígena como uma alternativa de resistência no contexto dos Povos do sul/norte global aos conhecimentos homogêneos produzidos pelos colonizadores europeus. Na vivência empírica do campo foi observado como o currículo intercultural é construído coletivamente numa dinâmica cultural com os conteúdos prescritos. A pesquisa analisa se essa educação específica e diferenciada ajuda a fortalecer a identidade do povo. Por outro lado, entender as mudanças nesta educação após a Constituição de 1988 e a estadualização em 2003. Durante o trabalho de campo foram constatadas algumas tensões no próprio território, desde o primeiro sinal de desobediência epistêmica do Povo Pipipã em 2002, quando toda a comunidade se posicionou em frente à escola e avisou aos professores do município que a partir daquele momento não iriam mais ensinar aos seus filhos, que seria uma escola de índio e para índio. Agora o desafio dos educadores é romper com a colonialidade que ainda persiste através da consciência política dos futuros guerreiros a se reconhecerem Pipipã para lutar por direitos negados, como a demarcação do antigo território que tramita na justiça.

ISBN: 978-65-87192-65-9

Nº de páginas: 190