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BIOGRAFIA, AUTOBIOGRAFIA E AUTOFICÇÃO

literatura e história em 
entrelaçamentos vivenciais

MOISÉS MONTEIRO DE MELO NETO

Sabemos que, se por um lado a literatura é paz e êxtase, por outro é dor extrema, perdição e redenção num caminho longo para quem pensa estar só na vida e busca neste tipo de escrita uma potencial euforia para suprir um desejo não correspondido. O gosto do tema me toca pelo lado estético e até pelos desdobramentos éticos. Para literatura, o que é fato ou ficção quando trata de memórias de décadas atrás? Verdade reinventada mesmo que seja ao nível até mais básico da linguagem, para soar de maneira dramática, trágica ou até mesmo... cômica, jogando com a noção de realidade de modo subjetivo. Duas pessoas não dariam exatamente a mesma versão de um acontecimento, haveria o “punctun” barthesiano agindo sobre o olhar de cada uma delas. Não é de hoje que história vira literatura, mas é bom lembrar que entre a informação e a invenção literária nunca haverá a palavra final. A literatura existe de modo essencial e intemporal. No caso da literatura entrelaçada à história, vamos observar o reflexo do fator social neste processo. Lembremos que quando se trata da arte literária: falar é agir, toda coisa nomeada já não é exatamente a mesma. Agindo assim, poderíamos perguntar se o real se revela e pode ajudar no desenvolvimento da humanidade. Como a Universidade pensa isso? Que civilização é esta que nós alimentamos direta ou indiretamente? Os livros correspondem às coisas para as quais ainda não temos nomes. Literatura não pode imobilizar o futuro na tradição das velhas estruturas quando o mundo colidiu com um vírus gigantesco em seus efeitos pandêmicos, o Corona. Será que agora neste portal do século XXI, estaria a literatura, pronta para fazer sua parte diante do esforço coletivo para alavancar o ser humano compromissado com o novo mundo que teremos que enfrentar doravante?

ISBN: 978-65-87192-36-9
Nº de páginas: 186