LANÇAMENTO EM BREVE!

A DOCÊNCIA NA ERA DIGITAL: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E REDES DE SABERES

JOÃO ANDRÉ AMORIM FERREIRA

Este livro traz uma coletânea de sete (07) capítulos articulados com o propósito de fomentar uma discussão sobre o desafio cotidiano que os professores enfrentam ao exercer a docência em épocas de forte apelo, uso ou até mesmo dependência das tecnologias digitais. No geral, o autor destaca algumas das peças que compõem o atual mosaico cultural, midiático e educacional que permeiam a realidade da sala de aula em uma época em que a docência é vista como atividade desprovida de encantamento e necessita incorporar um conjunto de tecnologias digitais da informação e da comunicação para conseguir provocar algum tipo de encantamento no seu público alvo.

Para alguns autores, com a cultura digital ou cibercultura temos a emergência de algo precioso e muito favorável ao desenvolvimento da aprendizagem participativa e colaborativa. Para outros, estamos diante de uma dinâmica cognitiva e comunicacional específica das gerações que respondem estímulos do computador, do smartfone e da internet e só nos ambientes virtuais desenvolvem práticas de conectividade, interação, criação pensamento rápido, posicionamento crítico... Para esse grupo, o professor passa a ocupar um papel ainda mais importante, pois deverá estabelecer as conexões entre o mundo digital e tecnológico e o mudo real, menos interativo e colaborativo da sala de aula.

Nessa perspectiva, o livro “A DOCÊNCIA NA ERA DIGITAL: práticas pedagógicas e redes de saberes” escrito pelo professor João André Amorim Ferreira vem oferecer uma reflexão sobre as posturas pedagógicas do professor frente à necessidade e realidade do aluno conectado com um mundo virtual e desconectado da afetividade e interação do contato humano, muitas vezes leitor contemplativo, habituado a uma leitura individual e solitária, mas que precisa assumir um papel mais imersivo, navegar e dar nexo ao seu aprendizado através de uma linguagem mais atrativa, plural e atualizada.

Discutir aspectos como o uso do Facebook e WhatsApp enquanto ferramentas pedagógicas eficientes, quando bem usadas e direcionadas para assegurar uma oferta de educação mais plural que encante os jovens e estimule adultos, notadamente em turmas de Educação de Jovens e Adultos – EJA e no Ensino Superior, se faz imperativo na contemporaneidade. Assim, esta obra nos leva a refletir sobre o real papel da educação interdisciplinar, conectada às mais recentes tecnologias para promover a permanência de um público específico na escola, os estudantes adultos que chegam à sala de aula após uma jornada de trabalho e só permanecerão lá se esta apresentar uma real conexão com suas vivências e aspirações diárias.

O autor chama a atenção para o cuidado necessário que o educador precisa ter para articular o uso das ferramentas tecnológicas, dotadas de alto apelo visual em contraponto com a monotonia do ensino tradicional, conteudista e centrado no professor. Para ele, as imagens, cores, personagens e movimentos devem ser os elementos que determinam parâmetros capazes de se contrapor a tal monotonia, porém não encerram a discussão, nem devem ser vistos como o centro da aprendizagem, pois o atual contexto do letramento pede um indivíduo apto a lidar com a pesquisa, no sentido de a compreender e praticar cotidianamente,  instrumentalizado para operar às tecnologias disponíveis, competente o suficiente para criar e interagir com ambientes virtuais, porém amplamente conectado com os indivíduos ao seu redor, pois o mundo digital e tecnológico não é um meio de transmissão de informação, como a televisão, é, sobretudo um ambiente que exige um interlocutor participativo, colaborativo e autoral.

Exercer a docência na era digital é, sobretudo, converter a sala de aula em uma janela móvel e plástica, composta por múltiplas linguagens em conexão com conteúdos e ambientes interligados de modo sincrônico e diacrônico em um cenário social e tecnológico que alimente sua emergente necessidade de atualização e modernidade, sem se desprender da dinâmica cognitiva e comunicacional que permeia o ensinar e o aprender. Essa é a tônica central das reflexões apresentadas por João André Amorim. A obra não se propõe a ser um manual de procedimentos e normas, mas desempenha um importante papel ao fomentar a discussão sobre o papel da docência em uma época marcada pela busca da tecnologia como facilitadora da vida cotidiana.

Que cada página seja uma imersão no cotidiano da prática pedagógica e que a conclusão da leitura seja o início de um desafio: realizar uma reflexão sobre as nossas posturas e posicionamentos enquanto protagonistas da DOCÊNCIA NA ERA DIGITAL, de tal modo que possamos avaliar e definir quais são as práticas pedagógicas que verdadeiramente cumprem o papel de nos manter conectados e ativos ne redes de saberes. Boa Leitura!!!

 

Palmeira dos Índios, 18 de dezembro de 2019.

 

Prof. Dr. José Adelson Lopes Peixoto

UNEAL/GPHIAL

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